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Em um mundo com um ritmo de vida cada vez mais acelerado e estressante, entender a relação entre contato com a natureza e saúde mental faz toda a diferença na hora de alcançar uma melhor qualidade de vida.

Esse é um tema que tem estado bastante em voga por conta dos altos índices de estresse, ansiedade e depressão que surgem nos mais diversos países, tanto os desenvolvidos quanto os em desenvolvimento, como o Brasil.

A boa notícia é que muitos estudos têm comprovado e chamado a atenção para a importância do contato com a natureza como forma de equilibrar os ânimos e restabelecer o bem-estar na vida das pessoas. Se você quer entender mais sobre esse assunto, continue a leitura!

Veja como o contato com a natureza melhora a qualidade de vida

Conforme adiantamos na introdução deste texto, já existem organizações dedicadas à preservação ambiental e universidades desenvolvendo estudos que comprovam a importância do contato com a natureza para a melhoria da qualidade de vida.

Recentemente, a ONG de origem estadunidense “The Nature Conservancy” (TNC), em parceria com instituições internacionais educacionais de renome, realizou uma pesquisa na qual demonstra que um dos custos de se viver no ambiente das grandes cidades é a “penalidade psicológica urbana”.

O que vem a ser tal penalidade? Ainda que os centros urbanos tenham a vantagem de serem os locais com mais oportunidades profissionais e de contato com a inovação, esse estilo de vida voltado exclusivamente para a produtividade tem o custo psicológico de causar sintomas e doenças como ansiedade, estresse e depressão, só para citar os mais comuns.

São Paulo, que é uma das maiores cidades do mundo, apresenta um índice alarmante, com 46% dos seus habitantes já tendo sofrido algum transtorno psicológico. Tal taxa elevada de pessoas enfrentando alguns desses problemas já revela o quanto devemos estar atentos a isso.

Tais dados só evidenciam que é primordial que o contato com a natureza seja restabelecido como forma de recuperar o bem-estar na vida das pessoas. Não é à toa que esse estudo desenvolvido pela ONG TNC recomenda que os órgãos públicos adotem uma política ambientalista com valorização de áreas verdes no plano diretor de suas cidades.

Na malha urbana de diversas partes do mundo, a presença de áreas verdes e azuis — sim, existe esse termo para definir mares, lagos, rios etc. — não tende a ser tão valorizada assim, deixando seus habitantes em uma posição reclusa pela falta de contato com a natureza.

Outro fator importante é que ficou comprovado que mesmo alguns minutos próximo à natureza já é capaz de gerar um efeito relaxante de antiestresse e antiansiedade, fazendo com que essa experiência seja acessível e valiosa a todos.

Se você vive próximo a uma praça, a um parque ou tem condições de visitar algum desses locais nem que seja uma vez por semana, faça isso. Sua mente e seu corpo vão agradecer!

Saiba que viver próximo a áreas verdes ajuda na saúde mental

Com todos esses dados e estudos demonstrando a relação entre saúde mental e contato com a natureza, não poderia haver outra conclusão que não fosse viver próximo a essas áreas como forma de contribuir para a melhora da qualidade de vida.

É fato que nem todas as pessoas podem optar por morar no interior ou mesmo em um condomínio fechado mais afastado da cidade e com mais preservação ambiental, mas existem bairros que são mais verdes do que outros e com um número maior de parques e de praças — dar preferência a eles certamente é uma alternativa e tanto. Vale pensar até em cidades que valorizam mais a natureza e que podem ser uma ótima opção.

Nesse sentido, é impossível deixar de pensar nas cidades litorâneas que, mesmo quando têm uma malha urbana pesada, se torna possível quebrar o estresse simplesmente indo à praia para dar um mergulho ou curtir o sol e a brisa do mar.

O litoral norte de São Paulo, por exemplo, tem cidades que não são tão grandes assim e que contam com uma natureza exuberante. O padrão de vida é excelente, como pode ser visto em locais como Ilhabela e Ubatuba, e que estão próximos a santuários da natureza, como em São Sebastião — outra cidade que merece ser conhecida.

O melhor de tudo é que essa porção litorânea privilegiada do estado de São Paulo não está distante da metrópole. Com viagens que variam de 2 a 4 horas de carro, você consegue acessar locais maravilhosos em meio à natureza que nem mesmo imaginava ser possível no estado.

Certamente, ter uma casa na praia é uma das alternativas mais viáveis e práticas para juntar o útil ao agradável e se conectar com a natureza e com o próprio bem-estar. Pense nisso!

Entenda como a natureza colabora para a diminuição do estresse

Lembra quando falamos sobre o estudo realizado pela ONG TNC? Outro fator importante ressaltado pela pesquisa é que, até 2050, a soma total da população urbana no mundo vai aumentar em 2,4 bilhões de pessoas. Nesse contexto, se preparar para viver melhor e não entrar nesse ritmo de vida que só vai se intensificar é ainda mais importante.

Para quem tem filhos então, tal preocupação faz bastante sentido. Afinal, eles são o futuro e viverão os desafios que virão em tempos próximos.

Outros estudos demonstram relações ainda mais interessantes entre qualidade de vida e contato com a natureza. Para termos uma ideia, vale mencionar a experiência feita em um hospital da Coreia do Sul em 2009, que comprovou que a mera presença de plantas no quarto de pacientes contribuía para a recuperação de cirurgias e demais quadros clínicos, bem como aumentou a propensão dessas pessoas a estarem mais próximas da natureza após esse contato.

Outro estudo, realizado pela Universidade de Chiba, corroborou os benefícios do “banho de floresta” — uma prática japonesa conhecida como shinrin-yoku —, que consiste em passar algum tempo em uma mata para aliviar os níveis de estresse e ansiedade.

A pesquisa comprovou que essa prática diminui as taxas de cortisol (hormônio responsável pelo estresse), gerando benefícios como a suavização da pulsação, pressão arterial e também das atividades do sistema nervoso. Uma das principais conclusões desse estudo é a de que o contato com a natureza reduz problemas como a hipertensão — bastante ligada ao estresse — e o desenvolvimento de diversas doenças que podem ter consequências graves.

Para reafirmar ainda a nossa hipótese de que morar em cidades litorâneas pode ser extremamente benéfico, vale ressaltar que outra pesquisa comprovou que a proximidade com rios e mares contribui enormemente para a qualidade de vida por meio da redução do estresse e o equilíbrio mental e hormonal que isso provoca.

Como podemos ver, todas essas sensações agradáveis que temos quando estamos próximos ao litoral é muito mais do que apenas uma boa impressão. A própria ciência já comprova isso e corrobora com essa ideia.

Perceba que morar perto da natureza estimula a concentração

Indo ainda mais além nessa relação entre contato com a natureza e saúde mental, já foi descoberto também que essa proximidade com o verde estimula a concentração. Alguns motivos são óbvios: se afastar do excesso de informação a que somos expostos no meio urbano — e como isso afeta o nosso psiquismo devido à quantidade de estímulos a que somos imersos — e da forma como estamos constantemente conectados a aparelhos celulares com internet e redes sociais — o fato é que se desligar disso ajuda bastante na concentração.

A prova desse fator veio com um estudo realizado em 1991, no qual foi feito o seguinte experimento: foram separados três grupos de pessoas, colocados em situações distintas a fim de testarem os níveis de concentração de cada uma delas ao final dessa pesquisa.

O primeiro grupo passou um tempo maior em contato com a natureza para realizar determinadas atividades. O segundo permaneceu em território urbano, e o terceiro manteve seu estilo de vida do dia a dia enquanto era testado. Ao final, o grupo que teve mais contato com a natureza apresentou uma capacidade de se concentrar muito maior do que os demais.

Além disso, foi comprovado que mesmo para crianças hiperativas com transtorno do déficit de atenção (TDAH) há um aumento dessa capacidade de concentração após 20 minutos em uma área verde. Isso só evidencia ainda mais o que dizíamos sobre a necessidade das cidades do presente e do futuro de valorizarem suas áreas verdes para aprimorar a qualidade de vida de seus habitantes. Afinal, isso beneficia desde as faixas etárias mais jovens até as mais longevas.

Veja como a natureza proporciona benefícios desde a infância até a fase adulta

O sábio ditado popular “é melhor prevenir que remediar” continua sendo verdadeiro, sobretudo se o assunto é a relação entre contato com a natureza e saúde mental. Dizemos isso porque, se esse contato for estimulado desde a infância, os benefícios poderão se refletir na vida adulta e desenvolver nos pequenos o gosto pela natureza e a importância de manter essa proximidade com o reino natural por toda a vida.

Isso gera um benefício mais amplo à saúde, que reflete na qualidade de vida no curto, no médio e no longo prazo.

Nesse aspecto, vale ressaltar ainda um estudo realizado pela Universidade de Harvard, pela Universidade de Birmingham e pelo Women’s Hospital (Hospital das Mulheres), que comprovou a extensão do tempo de vida em mulheres que tinham mais contato com a natureza.

Após uma extensa pesquisa com 108 mulheres que responderam aos diversos questionários desse estudo, ficou constatado que a taxa de mortalidade das que viviam próximas a áreas verdes foi 12% menor daquelas que não viviam.

No entanto, os dados não param por aí, e ficou comprovado que o impacto da proximidade com a natureza se reflete também na diminuição do risco das pessoas desenvolverem doenças renais, respiratórias e até mesmo câncer — algo bastante relevante e surpreendente.

Outras pesquisas como a da ISGlobal, em seu estudo com 3.600 habitantes de 4 cidades europeias de diferentes países — Espanha, Lituânia, Holanda e Reino Unido — demonstrou a relação entre o contato com a natureza ao longo da vida e o impacto prolongado que isso tem.

Ao fazer o acompanhamento do desenvolvimento dessas pessoas ao longo de suas vidas e das características dos locais onde vivem — utilizando até mesmo imagens de satélite —, conseguiu-se chegar a conclusões importantes entre contato com a natureza e como isso permite a manutenção da qualidade de vida em diferentes faixas etárias.

O primeiro aspecto tem justamente a ver com a exposição na infância e os reflexos disso na fase adulta. Os níveis de vitalidade e energia verificados em quem pôde ter esse contato e continua tendo ao envelhecer foram bem maiores do que nas pessoas que não tiveram. Sinais de estresse e fadiga foram mais comuns em quem não tem esse convívio com o verde e, pior ainda, revelou que essas pessoas não valorizam o contato com a natureza quando adultas, agravando ainda mais o quadro.

Outro aspecto interessante que a pesquisa aponta é que se fala muito em preservação e valorização de áreas verdes, mas pouco sobre as chamadas áreas azuis, ou seja, praias, rios e lagos. Tais cenários também são parte da natureza e podem gerar muitos benefícios a quem tem um contato mais frequente com esses locais.

Conforme dissemos anteriormente, existem excelentes opções de moradia no litoral norte de São Paulo e que podem ser a melhor alternativa para quem mora na metrópole mas pensa em se mudar — ou ao menos alugar imóveis no litoral para passar um tempo, edificando esse equilíbrio interno.

O segundo aspecto que o estudo chama atenção é que mesmo na Europa, quem vive em ambientes urbanos não tem tanto contato com a natureza quanto deveria. Mais uma vez, é importante que as políticas públicas valorizem isso. A pesquisa chega até mesmo a comparar os cuidados com a saúde que o contato com a natureza promove com a vacinação dos pequenos. Isso significa que se aproximar do verde e do azul não é um capricho, mas um movimento real na busca por saúde e mais qualidade de vida.

O estudo ainda aponta que mesmo o contato corriqueiro e em menor proporção com áreas livres e com presença da natureza — como os quintais — já é capaz de produzir algum benefício e trazer para as crianças um pouco dessa experiência.

Para além de questões mais óbvias, como o exercício da criatividade e da liberdade de se estar brincando ao ar livre, a proximidade com flores, plantas e terra promove a saúde mental e corporal de uma forma que quem sempre viveu em locais fechados acaba não tendo.

Quando os diversos aspectos ligados à saúde mental — como níveis de estresse, ansiedade e até mesmo depressão — foram comparados entre quem teve contato com a natureza e quem não teve, notou-se que os que foram mais expostos às áreas verdes e azuis apresentaram uma vida psíquica mais sadia e balanceada do que aqueles que não tiveram esse contato.

Para corroborar com tal conclusão, foi comprovado que existe uma chance 55% menor de desenvolver depressão quando essa proximidade com a natureza é estimulada desde criança, sobretudo da primeira infância até os 10 anos de idade.

Um dos métodos utilizados foi a comparação não só de questões pragmáticas — como condições socioeconômicas e histórico familiar dos participantes —, mas a análise por satélite dos arredores dos lugares onde cresceram para atingir um entendimento mais completo a partir dessas informações.

Ficou demonstrado que quem vive em áreas mais cinzas — mesmo levando em conta outros fatores — tende a sofrer mais com os sintomas de estresse, ansiedade, depressão e demais transtornos típicos do mundo contemporâneo.

Note que estar próximo à natureza proporciona outras visões de mundo

Cada vez mais vemos grupos de pessoas que se organizam para viver coletivamente em comunidades rurais planejadas ou mesmo condomínios, com foco na preservação e no contato com a natureza. Isso é um sinal de que as pessoas não só estão fugindo do estresse urbano para ter mais qualidade de vida como para proporcionar a si e a suas famílias outra visão de mundo, mais integrada com a natureza e com outras pessoas.

O estilo de vida urbano apartado, ou seja, com grandes conglomerações de pessoas isoladas em seus apartamentos ou casas — como acontece em centros urbanos como São Paulo — agrava a sensação de solidão, ansiedade, estresse e até mesmo o desenvolvimento de doenças como a depressão. Mais do que isso, torna a vida repetitiva e enfadonha, limitando a visão de mundo e a descoberta de novas possibilidades e formas de viver.

Outra alternativa — que também é um reflexo disso — são as vilas de casas presentes nessas cidades. Ainda que estejam dentro da malha urbana, são uma forma de recuperar um pouco o contato comunitário e uma vida mais integrada do que o estilo de vida em prédios permite. Para as crianças, por exemplo, é um ganho e tanto. O desenvolvimento de amizades com tranquilidade e segurança por meio de vizinhos que se conhecem e com o espaço necessário para convivência é outro ponto forte disso.

Ainda no aspecto familiar, é possível educar os pequenos para realizar a separação correta do lixo, fazer a reciclagem, ensinar os nomes de plantas, árvores, animais silvestres e marítimos (como no caso de quem vive próximo à praia) e demais possibilidades de incentivá-los a esse contato e valorização da natureza.

As sensações, as experiências de vida e as visões de mundo de quem é criado em um ambiente com contato com a natureza e ao ar livre certamente são muitos diferentes de quem cresce em um espaço confinado. Como a vida em apartamentos tem sido cada vez mais comum, poder viajar para o litoral e ofertar tantas vivências positivas à família se torna um grande diferencial.

O mais interessante é que em todas essas alternativas têm algo em comum: comunidades rurais organizadas, vilas de casas ou condomínios e pessoas que moram em cidades praianas conseguem promover um estilo de vida bem mais saudável do que em um grande centro urbano. Ainda que você não possa comprar um imóvel na praia ou passar uma temporada ali, incentivar essas novas visões de mundo é extremamente benéfico para todos.

Em um mundo que está em constante e rápida transformação como o atual, ser criativo certamente é uma das características mais importantes para enfrentar e solucionar os desafios do futuro que já se fazem presentes.

Quem pode ser estimulado desde pequeno a ter uma visão além do alcance para todas as questões que abordamos aqui sai ganhando. Optar por uma forma de vida menos robótica e repetitiva é uma grande contribuição que pode ser dada nessa proximidade com a natureza.

Como pudemos ver, mais do que uma impressão intuitiva do ser humano, o contato com a natureza pode, de fato, gerar diversos benefícios. Ainda que o ideal fosse que as políticas públicas voltassem o olhar para essa questão, é sabido que não se pode esperar de fatores externos para cuidar da qualidade de vida. Por isso, a melhor alternativa continua sendo fazer um esforço extra para visitar áreas verdes e azuis, ou mesmo se mudar para um local que propicie isso constantemente, como cidades à beira-mar.

No litoral norte de São Paulo você encontra muito mais do que praias, simplesmente: rochedos, trechos preservados de Mata Atlântica, animais silvestres e marinhos, cachoeiras e rios próximos às matas que beiram a praia, e tudo mais o que precisa para ter um contato completo com a natureza. Tanto para quem pensa em se mudar quanto para quem deseja alugar um imóvel de qualidade, tudo é possível nessa região do estado paulista.

Hoje, com a internet, não é difícil pesquisar imóveis ou empreendimentos imobiliários e contar com o auxílio de empresas especializadas em propriedades que sejam do seu interesse. Aproveitar essa facilidade que o mundo digital oferece é encurtar a distância entre você e a natureza. Valha-se dessa vantagem para mudar a forma como você vem lidando com isso para promover mais qualidade de vida para você e toda sua família.

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