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Você já parou para pensar que se todos os adultos de hoje tivessem tido a oportunidade de aprender a lidar com o dinheiro desde crianças, a condição financeira de milhares de famílias poderia ser muito diferente? Sabemos que a escola é um lugar para se adquirir conhecimentos e que a educação já deve ser ministrada em casa. Não que a escola também não possua o dever de educar, porém, a velha frase que diz “educação vem de casa” tem o seu fundo de verdade. Falando em educação, assim como ensinamos as nossas crianças a dizer: por favor, muito obrigado, pedir desculpas ao fazer algo errado e muitas outras situações, porque também não ensiná-las a administrar o dinheiro? Não existem dados que comprovem a idade exata para iniciar este trabalho, mas o quanto antes melhor.

Aos consultar projetos de educação financeira de vários países, surgiu um consenso quase absoluto: aqueles que não começaram pelas crianças precisaram dar passos atrás e recomeçar. É mais fácil, mais barato, mais duradouro e mais produtivo investir na educação das crianças do que tentar mudar hábitos de adultos. E educação financeira em essência é isso: bons hábitos, boas posturas e boas atitudes diante de situações que envolvem o dinheiro.

Antes de começar esse processo, é necessário iniciá-las no contato com o dinheiro, para isso, a partir do momento em que a criança começa a demonstrar desejos próprios, já é a hora de iniciar a educação financeira, mostrando o processo de troca do dinheiro por produtos. Um fator muito importante é explicar para seu filho, por meio de conversas, jogos e brincadeiras que nem tudo que ele quer ou assiste na TV é para comprar, estimule-o a refletir e pensar sobre como utilizar dinheiro. Outro bordão muito conhecido é: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, esta é a mais pura verdade para qualquer coisa que você desejar ensinar a alguém. Caso você mesmo não consiga ter o autocontrole, e toda vez que sai para passear com o seu filho resolve comprar tudo o que vê pela frente, com certeza querer ensinar a esta criança padrões de medidas e limites se tornará muito complicado. Reflita sobre isso, nossos filhos costumam aprender muito nos observando, nos imitando. Logo, manter uma postura equilibrada e condizente com o que se está querendo ensinar é o melhor exemplo que você poderá dar á ele.

“O estímulo não é para que as crianças queiram ser ricas, mas para que elas saibam lidar com o dinheiro no seu dia a dia. Isso fará com que elas tenham menos problemas financeiros, logo terão menos estresse e assim terão mais qualidade de vida”, explica o autor de livros de educação infantil para o ensino médio e especialista no tema, Álvaro Morelli. A mesada pode atuar como um importante instrumento neste aprendizado.

O valor deverá ser estipulado, a criança fará as suas escolhas e muitas vezes se arrependerá, o que é muito natural, afinal ela está aprendendo, porém, para que a lição se torne eficiente, é necessário também que a criança arque com as consequências de suas escolhas. Ou seja, se ela gastou toda a mesada nos primeiros dias comprando doces e no final da semana não pode comprar o boneco do Mcdonalds, por exemplo, ela deve ficar sem o boneco, esperar receber a sua próxima mesada e com certeza ela irá guardar e primeiro pensar no brinquedo que tanto queria. Parece maldade, mas é um processo natural e que os pais precisam aprender junto com as crianças que está é a melhor forma de transmitir uma boa educação financeira aos seus filhos.

O importante desse exercício do uso do dinheiro é justamente evitar que a criança chegue a fase adulta cometendo os mesmos erros da infância, porque não aprendeu a lidar com limites e consequências de suas escolhas. A mesada deve ser um instrumento, inclusive, para estimular a formação do hábito de poupança. Assim, outra boa maneira de incentivá-lo é dar a ele um cofrinho de presente e explicar que, se ele guardar toda vez um pouquinho da mesada, ele conseguirá no final de um tempo o dinheiro necessário para comprar um determinado brinquedo muito mais legal.

É claro que não existem regras e soluções prontas, cada família tem a sua rotina e a maneira de lidar com os seus filhos. O importante é que exista esta consciência, só assim as crianças poderão ter um futuro mais promissor e mais leve financeiramente, afinal, tudo é uma questão de planejamento. Eduque o seu filho para um futuro promissor, seja consciente!

Redação Daniele Buosi | Agência MayPress
Fontes: Infomoney, Educação Previdenciária, Pediatria em Foco e Crescer.

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